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Garimpo urbano: as feiras que movimentam o novo lifestyle paulistano

  • Foto do escritor: Nina JG
    Nina JG
  • 28 de abr.
  • 4 min de leitura

Entre as muitas programações culturais que a cidade de São Paulo oferece, as feiras têm conquistado um lugar fixo no coração dos paulistanos. Nesse universo, elas deixam de ser simples eventos e se tornam espaços para descobertas, nos quais moda, arte, gastronomia e comportamento se encontram em experiências que vão além do consumo. Nelas, o garimpo ganha outro significado. É sobre encontrar peças únicas, conhecer marcas autorais e viver a cidade de forma mais criativa e sensorial. Não à toa, virou um verdadeiro vício Girlz.

Por isso, separamos cinco feiras que acontecem ao longo do ano em São Paulo e revelam a diversidade criativa da cidade, iniciativas que vão do design autoral à cena independente, passando pela gastronomia e pelo consumo consciente, e que ajudam a explicar por que esses encontros se consolidaram como parte essencial da agenda cultural paulistana.


1.      El Cabriton

Conhecida como “feira estranha”, a El Cabriton reúne marcas independentes, artistas e expositores ligados à cena alternativa. A curadoria privilegia moda autoral, estética underground e produções que fogem do circuito comercial tradicional. Costuma acontecer de forma itinerante ao longo do ano, com datas divulgadas principalmente pelas redes sociais do evento.

A próxima edição acontece no dia 9 de maio (sábado), na Rua Fortunato, 121, em Santa Cecília, das 11h às 19h, com entrada gratuita. A feira reúne mais de 80 mesas e cerca de 150 artistas autorais, com uma variedade de produtos que inclui camisetas e bolsas, quadros, prints e pôsteres, cerâmica, livros e zines, além de itens de papelaria e bordados.


Foto: Julia Rodrigues
Foto: Julia Rodrigues

2.      Feira Jardim Secreto

Realizada em áreas abertas da cidade, como praças e espaços culturais, a Feira Jardim Secreto tem sua curadoria voltada à produção local e sustentável, reunindo expositores de moda, design, cosméticos naturais, papelaria e gastronomia artesanal. Em algumas edições, ultrapassa a marca de 150 expositores distribuídos por diferentes andares ou áreas abertas, além de incluir oficinas, música e intervenções culturais.

A próxima edição está marcada para os dias 25 e 26 de abril, das 11h às 19h, no Espaço São Luís, na Avenida Paulista, Rua Luís Coelho, 323- Consolação.

 

Foto: Larissa Pinz
Foto: Larissa Pinz

3.      Feira Rasga e Quebra

A feira é dedicada a curadoria de arte impressa, cerâmicas de artistas independentes e publicações. Sua proposta tem foco no que há de mais inovador e disruptivo na cena nacional e latino-americana, sendo voltada ao público jovem, misturando moda independente, música e intervenções artísticas. A feira funciona como vitrine para novos criadores e iniciativas experimentais.

Com entrada gratuita, o evento é organizado pela loja Gengibrão, e ocorre normalmente no bairro do Bom Retiro. Sua última edição ocorreu nos dias 14 e 15 de março (finais de semana) no Complexo Cultural Oswald de Andrade,Rua Tres Rios, 363.


Foto: Divulgação/ CULTSPPRO
Foto: Divulgação/ CULTSPPRO

4.      Feira Jabuticaba

A Feira Jabuticaba reúne marcas autorais e pequenos produtores misturando moda, design e gastronomia, com foco no incentivo a novos empreendedores. A proposta é aproximar o público de quem produz, criando um ambiente de troca direta e valorização do consumo independente.

O evento apresenta diversas categorias: além de alimentos artesanais — como doces, pães e bebidas —, a curadoria também inclui expositores de moda, acessórios, cosméticos e objetos de decoração.

Ao longo de suas edições, o evento já recebeu designers e criadores de diferentes áreas, reforçando sua vocação como vitrine para novos talentos. Entre eles estão a marca de joias Ada Love, que trabalha a combinação de vidro e metal em peças de caráter escultórico; a ceramista Juliana Wimmers, conhecida por objetos utilitários de formas precisas e uso cotidiano; e o ateliê Ruy Obersteiner, que produz peças em argila com foco no uso diário.

Também passaram pela feira iniciativas como a Glida, que aposta em combinações criativas de sabores, a estilista Gisella Gontijo, com peças de proposta funcional e acabamento refinado, e a marca Batthô, voltada a roupas de uso cotidiano com design descomplicado.

As edições são itinerantes e acontecem em bairros como Pinheiros, Perdizes e Vila Madalena, geralmente aos fins de semana e com entrada gratuita. Em algumas ocasiões, o evento chega a reunir dezenas de marcas iniciantes e criativas, com curadoria voltada à originalidade e ao pequeno produtor.  A próxima edição já tem data marcada, e irá acontecer nos dias 30 e 31 de maio na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277 - Bela Vista.


Foto: Giraí
Foto: Giraí

5.      Feira Rosenbaum

Criada em 2011 pela curadora Cris Rosenbaum, a Feira Rosenbaum se consolidou como uma das principais plataformas de valorização do design autoral e do artesanato contemporâneo no país. A iniciativa reúne artistas, designers e comunidades criativas de diferentes regiões do Brasil, com foco na produção manual e na identidade cultural brasileira.

Com curadoria voltada à diversidade de técnicas e territórios, a feira apresenta desde peças de decoração e mobiliário até moda, acessórios e objetos utilitários, sempre com ênfase no feito à mão e na narrativa por trás de cada criação. O evento também incorpora gastronomia artesanal, oficinas e rodas de conversa, ampliando seu caráter formativo e cultural.

Ao longo dos anos, a Rosenbaum se tornou presença frequente em eventos de grande porte, como a DW! Semana de Design de São Paulo, ocupando espaços simbólicos da cidade — como o Edifício Martinelli e galerias no centro — e conectando o público ao circuito criativo contemporâneo.

A feira é itinerante e não possui calendário fixo, com edições ao longo do ano. Uma das mais recentes aconteceu entre os dias 7 e 12 de março de 2026, no centro de São Paulo, reunindo criadores em torno da valorização da economia criativa e da produção nacional.


Foto: Reprodução DW!
Foto: Reprodução DW!

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